Pernambuco investe em energia solar e hidrogênio verde para o futuro sustentável
A ideia é gerar a atração de investidores internacionais
Foto: Divulgação
O estado de Pernambuco está concentrando seus esforços no crescimento da produção de energias renováveis, especialmente no desenvolvimento do hidrogênio verde, que é considerado o combustível do futuro. A intenção é utilizar os recursos provenientes do fundo social do pré-sal, que prevê uma arrecadação substancial de até R$ 900 bilhões até 2030.
O estado busca atrair investidores internacionais para impulsionar esse setor. Uma das principais ênfases recai sobre a energia solar flutuante, com planos de instalação em reservatórios estratégicos em áreas urbanas e rurais.
Apesar da tendência nacional de utilizar diesel como matéria-prima predominante para a geração de energia, menos de 10% desse processo utiliza energia solar. No entanto, a necessidade de priorizar a sustentabilidade e a preservação ambiental está impulsionando esforços para expandir o uso da energia solar nesse contexto.
Em uma reunião na Federação das Indústrias (Fiepe-PE) em Recife, a Comissão Especial de Transição Energética e Hidrogênio Verde da Câmara dos Deputados debateu essa questão com empresários e especialistas do setor. O presidente da Fiepe-PE, Ricardo Essinger, destacou a necessidade de soluções inovadoras para reduzir as emissões de carbono e mudar padrões de comportamento e consumo.
O secretário de desenvolvimento econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, ressaltou a posição de liderança do estado na região Nordeste no que diz respeito à energia e afirmou que possuem a infraestrutura e o conhecimento necessário para liderar nesse setor.
Os locais-chave para a implantação de sistemas de energia solar flutuante incluem as barragens de Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, e a do Engenho Maranhão, em Ipojuca. Também está sendo debatido o ramal da Transnordestina com conexão ao Porto de Suape para facilitar o transporte do hidrogênio verde produzido.
A transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde são encarados como oportunidades significativas para a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que poderia economizar até R$ 468 milhões por ano por meio da descarbonização dos processos de produção de água e tratamento de esgoto. A empresa está estudando a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos em suas barragens, com um potencial total de cerca de 300 megawatts (MW).
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